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Jornal do Brasil A tática usada por alguns traficantes de drogas, que vendem maconha misturada a fragmentos de pedras de crack sem que os consumidores sejam avisados, conforme noticiou o JB no último domingo, pode levar à morte quem consome a droga, batizada de zirrê.
De acordo com o professor de pneumologia do curso de pós-graduação da PUC, Carlos Alberto Barros Franco, quem opta pelo uso apenas da maconha se expõe a riscos menores quando comparados aos malefícios causados pelo zirrê. - A maconha diminui a iniciativa e causa danos mentais, além de irritar os pulmões, provocando bronquite crônica e sinuzite de repetição. Já o crack produz uma irritação aguda no alvéolo pulmonar que pode até levar à morte - analisa Franco, para acrescentar: - O crack também baixa a imunidade e eleva a frequência cardíaca, o que pode resultar em um acidente vascular cerebral.
Como atua nos músculos, ele ocasiona a rabdomiólise, que destrói a massa muscular - finalizou. O zirrê, segundo Barros Filho, prejudica também o desempenho sexual do usuário: - Embora estimule e acelere os batimentos do coração e eleve momentaneamente a autoestima, o crack inibe a sexualidade e impede a ereção. Segundo o assessor para álcool e drogas da Coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, o psiquiatra Sérgio Alarcon, o problema do zirrê é que esse composto faz com que o usuário apresente sintomas incomuns à maconha. - O crack altera o pensamento, o senso de percepção, levando o usuário a delírios persecutórios, a chamada nóia. Já a maconha causa apenas alterações pulmonares - afirmou ele, que atende cerca de mil dependentes por mês em dois centros.
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