O QUE É O CRACK? CUIDADO COM O "CRACK", ESSA DROGA VICIA RÁPIDO E MATA!! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Se Liga!   
Qua, 03 de Fevereiro de 2010 08:09
Dr Google
O QUE É O CRACK? Pequenas pedras de formatos irregulares, fumadas em cachimbos na maioria das vezes improvisados. O crack é uma mistura de cocaína em pó, convertida em alcalóide pelo tratamento com um álcali (amônia ou bicarbonato de sódio). Recebeu este nome porque faz um pequeno estalo na combustão quando fumado. Mais barato que a cocaína, produz um efeito forte que dura muito pouco tempo, aumentando o consumo rapidamente e encarecendo a dependência. Em São Paulo, uma pedra de crack chega a custar 15 reais. Se o dependente fumar cerca de vinte pedras por dia, gastará 300 reais em um único dia. Os efeitos produzidos no usuário são basicamente iguais ao da cocaína, porém muito mais intensos. Causa irritabilidade, depressão e paranóia, algumas vezes levando o usuário a ficar violento. Afeta a memória e a coordenação motora, provocando um emagrecimento acentuado, debilitando o organismo como um todo. Atualmente, é a droga que mais causa devastação no organismo do usuário.
REAÇÕES NO ORGANISMO O Dr. Içami Tiba, em 123 Respostas Sobre Drogas, assim discorre sobre as reações que esta droga provoca no organismo: "O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço." Mas se a droga leva apenas 15 segundos para chegar ao cérebro e começar a produzir estes efeitos, estes também tem um curto período de duração: cerca de 15 minutos. A cocaína endovenosa, por exemplo, produz as primeiras reações em 3 a 5 minutos, com duração que varia entre 30 e 45 minutos. Esta característica talvez explique o poder que esta droga exerce sobre seus usuários. Segundo Solange Nappo, bioquímica e pesquisadora do Cebrid, Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, "a compulsão para o uso do crack (o que os dependentes chamam de 'fissura') é muito mais poderosa que a desenvolvida pela cocaína aspirada ou injetada."
PESQUISA
Uma pesquisa do Grea, Grupo Interdisciplinar de Alcoolismo e Famacodependências do Hospital das Clínicas de São Paulo, apontou os intervalos de tempo entre o uso regular de álcool, cocaína em pó e crack e o aparecimento de problemas por causa disso. Veja o resultado no infográfico abaixo: O caminho entre a experimentação e a dependência é muito rápido. "Com o crack, não existe o chamado uso social ou recreativo", afirma o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade. Uma pesquisa do Cebrid com 25 usuários e ex-usuários da droga revelou que 52% deles faziam uso freqüente desta menos de um mês depois de experimentá-la. Conforme a mesma pesquisa, a idade de suas vítimas também é um fator preocupante: 52% dos consumidores têm entre 13 e 20 anos e 40% entre 20 e 30 anos. O aumento da criminalidade entre os usuários desta droga também é assustador. A psiquiatra Sandra Scivoletto, coordenadora de um trabalho do Grea, diz que "todos os pacientes que faziam uso regular de crack praticaram roubos ou furtos e mais da metade deles foram expulsos da escola". Prossegue afirmando que "os usuários do crack se envolvem em atividades ilegais duas vezes mais do que os usuários de outras drogas". Esta pesquisa do Grea mostrou que 38,1% dos jovens que usavam crack haviam se envolvido em tráfico de drogas e 47,6% apresentavam antecedentes de envolvimento com polícia e prisão.
DEPENDÊNCIA
Como a evolução da dependência com relação a esta droga é muito rápida, quando os familiares descobrem o usuário, na maioria das vezes, já está completamente dependente. Para auxiliar os pais, vale destacar o trabalho da jornalista Andréia Peres, publicado originalmente na revista Cláudia de outubro de 1995, conforme abaixo segue: Fatores de risco para o uso de crack - A Organização Mundial da Saúde considera mais propensa ao uso de drogas a pessoa mal informada sobre os efeitos, com saúde deficiente, insatisfeita, com personalidade deficientemente integrada e com fácil acesso às drogas. Traços que favorecem - O adolescente usuário de crack, segundo a psiquiatra Sandra Scivoletto, tem as mesmas características de quem procura estimulantes de um modo geral. Sente uma enorme melancolia, sem motivo aparente, e um grande vazio, devido à falta de uma atividade que lhe traga prazer e de perspectivas de vida de um modo geral. Os sintomas - O comportamento do usuário de crack, segundo o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, especializado em drogas pela Universidade de Londres, muda rápido e intensamente. Ele vai mal na escola (ou a abandona), tem um sono altamente perturbado, emagrece muito, isola-se dos outros e começa a apresentar sintomas de paranóia. Acha que está sendo seguido ou que caiu alguma pedra de crack no chão. Também fica apático, introvertido. A cocaína age ainda sobre as pupilas dos olhos, podendo dilatá-las.
TRATAMENTO
O tratamento - Depende do estado de cada paciente. Vai do tratamento ambulatorial até a internação domiciliar ou em clínicas especializadas. A sua principal dificuldade, segundo o dr. Ronaldo Laranjeira, é a "fissura", a vontade que o usuário sente de usar a droga. A fase inicial é a mais difícil, e dura, geralmente, uma semana. O jovem só é considerado totalmente reabilitado depois de dois anos de abstinência. O material utilizado para o consumo desta droga é o cachimbo, normalmente produzido artesanalmente com uma lata de refrigerante com um furo na lateral para inserção do canudo por onde a fumaça será aspirada, colocando-se a pedra de crack no orifício superior da lata por onde o refrigerante é bebido. Copos de água mineral com tampa de papel de alumínio também são muito utilizados. Um artigo baseado nos dados e na experiência adquiridos em São Paulo durante o "Projeto Cocaína WHO", quando foram entrevistados usuários ou ex-usuários de crack, de autoria dos pesquisadores do CEBRID (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), Solange A. Nappo, José Carlos F. Galduróz e Ana R. Noto; intitulado "Uso do 'crack' em São Paulo: fenômeno emergente?" traz a seguinte conclusão (Clique aqui para ver os gráficos): "Este estudo aponta o crack como uma das formas mais arrasadoras do uso da cocaína." "Jovens com menos de 20 anos pertencentes a diferentes classes sociais, com predominância da classe baixa, são os consumidores preferenciais. Entre eles, o crack é classificado como droga anti-social e egoísta que os leva a um isolamento social. A paranóia que se instala gera medo e suspeita das pessoas, o que contribui para esse isolamento e confinamento a locais fechados."
DEGRADAÇÃO DO CARÁTER
"O usuário rapidamente tem ruptura de caráter. A mentira passa a fazer parte de seu discurso, que associada à desconfiança pode gerar agressividade e até violência." "A compulsão para o uso da droga (fissura) parece ser mais forte que a desenvolvida pela cocaína nas outras formas de consumo (aspirada, injetável), impedindo qualquer uso controlado. Em menos de um mês, instala-se a dependência, que para muitos traz também a necessidade de roubar e/ou prostituir-se para sustentar o vício." "A degradação física é outra característica do usuário de crack. Ele perde peso logo no início do consumo, passando a não mais cuidar do seu corpo, deixando de lado os princípios básicos de higiene." "Devido a essas características, o crack parece ser incompatível com qualquer modo tradicional de vida (trabalho, estudo, relacionamento amoroso, etc.), marginalizando totalmente o indivíduo que dele faz uso."
"A forma 'sedutora' com que se apresenta o uso do crack, ou seja: leve (é apenas fumado), não necessitando de seringas e agulhas que para muitos constituem-se em violação ao próprio corpo; a não transmissibilidade do HIV pela via pulmonar; e os poderosos efeitos alcançados em segundos, são fatores preditivos de aumento cada vez maior do consumo desta droga em São Paulo, podendo transformar-se num problema emergente de saúde pública a curto prazo." "Os autores deste trabalho acreditam que as campanhas de prevenção ao abuso de drogas desenvolvidas para São Paulo, que em relação à cocaína tem enfocado apenas seu uso endovenoso, devem urgentemente ser revistas no sentido de que o crack também seja abordado, descaracterizando esse uso aparentemente inofensivo."
Comentários (9)
9 Dom, 18 de Julho de 2010 18:33
Marta
Meu marido é viciado em crack e por isso acabei me separando dele há dois meses e foi aí que ele se afundou ainda mais, tenho vontade de ajudá-lo ,temos um casal de filhos que amamos muito ,mas não sei se devo voltar pra ele e continuar tentando ajudá-lo ou se devo esqueçer de vez e viver minha vida longe dele .Por favor me orientem, ele tem muita vontade de parar.
Olá,
A motivação é fundamental para iniciar o tratamento. A sua ajuda é muito importante. Procure o CAPS-AD ou entre em contato com a Uniad de São Bernardo do Campo. Informe-se e faça uma avaliação com profissionais especializados.
O Crack é uma droga devastadora e é necessário ajudá-lo rapidamente.
Obrigada pelo e-mail.
Equipe Uniad.
8 Qua, 14 de Julho de 2010 14:53
geizi
meu marido usa droga quase todos os dias um dia sim um dia não e ele e muito agresivo não sei o que fazer ele diz que estou traindo ele sendo que saio do serviso para casa tenho muito medo dele nõa sei o que fasso obrigado
Cara Geizi,
Para orientação sobre como lidar com essa situação, você pode contar com os grupos de auto ajuda para familiares como Amor Exigente. Acesse o link e procure um endereço mais próximo da sua residência: http://www.amorexigente.org.br/applications'GruposdeApoioList.asp?
Abraço,
EQUIPE UNIAD
7 Sex, 09 de Julho de 2010 18:05
Francys
preciso de ajuda, pois não sei o q fazer, meu marido é dependente do cack já algum tempo, começou com a maconha, passou a misturar com a "merla", e não satisfeito, passou ao uso do crack, estou sofrendo muito, pois já fui agredida fisicamente e verbalmente, me acusa de coisas absurdas, onde as quais não faço, ele ver coisas q não existem e ouve tambem o q não se fala, e na realidade o meu casamento estar praticamente no fim e tudo por causa desse crack maldito, e ele não aceita ajuda; uma internação por exemplo, o q faço? pois parei de viver, tenho altos planos na minha vida e um deles, é me formar em direito, mais estou sem forças p lutar. SOCORROOOOOOOOOOOOO!!!!!!!
Cara Francis,
Imagino o seu desgaste diante de toda essa situação. Você pode contar com a ajuda oferecida pelos grupos de auto ajuda para familiares como Amor Exigente. Acesse o link e procure um endereço mais próximo da sua residência: http://www.amorexigente.org.br/applications'GruposdeApoioList.asp?Abraço,
EQUIPE UNIAD
6 Qua, 02 de Junho de 2010 16:52
renata
Tenho um filho dependente de crack.Frequento grupos de auto ajuda, tenho lido muito, me envolvido com as questões, ele consegue ficar um tempo sem usar, mas recai, atualmente está internado em uma comunidade terapeutica, porém está relutante pq teve uma recaída, saiu de lá e usou faz uma semana, mas voltou.
Faz acompanhamento psiquiatrico com ingestão de remédios.Mas o que me perturba muito é a compulsão.Ele não tem comportamento agressivo, muito pelo contrário é muito fácil e bom conviver com ele é super companheiro e todo mundo gosta dele.
Está terminando a faculdade que ele tanto adora, de veterinária e quando estava envolvido em período de aula, frequentando o N.A, fazendo terapia, conseguia se manter limpo, mas recaiu e passou de um lapso para recaída mesmo, pois foram várias semanas usava no final de semana se arrependia, usava de novo até que da ultima vez, o meu filho companheiro, educado, quase me agrediu para tomar a chave do meu carro e vendeu um monte de coisas de casa para obter a droga.
O que fazer com essa compulsão? Gostaria de uma bibliografia e conselhos pq ele lê e eu também para poder ajudá-lo.
Olá Renata,


Sugiro que peça uma orientação ao Psiquiátra que o acompanha. O profissional terá melhores condições de avaliar o quadro em relação a compulsão. Existem várias opções de bibliografias nas livrarias especializadas em livros psiquiátricos, verifique qual será de maior interesse para você e seu filho.
Renata, continue com esse seu empenho porque é fundamental. A dependência química é uma doença crônica e recorrente.O importante é o dependente se conscientizar que precisará sempre ficar atento aos momentos de fissura e saber manejá-los para que não haja recaídas.
Boa sorte.
Obrigada pelo e-mail.
Equipe Uniad.
5 Qui, 13 de Maio de 2010 21:47
Miriam
as dicas estao bem claras e de facil acesso para as pessoas e isso é bastante importante já que essa droga é tão perigosa nos alerta a nunca experimentala.
4 Seg, 19 de Abril de 2010 15:56
thayssa jhersyka
Boa Tarde!
eu sou uma aluna q teve uma idéia de fazer pequenas palestras sobre o crack no meu colegio.eu e 3 amigas minhas estão me ajudando.queremos pelo menos tentar abrir a conciência de algumas alunos e ate mesmo os professores para nunca experimentarem o crack..queremos também atráves destas palestras transmitir uma grande mensagem de paz e para aquelas pessoas que são usúarios uma chance ou mostrar a saída ,para eles terem a vida como ela era antes..
Olá Thaysa!
Sua iniciativa é ótima, adorariamos que houvessem mais iniciativas como a sua.
Algumas dicas são importantes, para a qualidade da sua palestra.
* Procure especialistas para tirarem suas dúvidas.
* Quando a busca por informações for a internet, atenção a confiabilidade da fonte.
Continue trabalhando, qualquer dúvida procure-nos.
Boa sorte.
Equipe UNIAD
3 Sáb, 10 de Abril de 2010 02:41
Daniel
Tipo assim, o pai do meu amigo é viciado por crack! já vendeu td que tinha na casa até msm vendeu sua casa oq o filho dele deveria fazer?
Caro Daniel, caso o pai de seu amigo aceite ajuda, o filho poderá agendar consulta com psiquiatra no CAPS (centro de atendimento psicossocial) para que ele seja avaliado e encaminhado ao tratamento mais adequado ao quadro apresentado. Se houver resistência por parte do pai, o filho poderá procurar em clínicas especializadas em dependência química, em CAPS ou em grupos de auto-ajuda atendimento voltado a familiares de dependentes químicos com o intuito de buscar: informações e orientações sobre como lidar com a dependência química, objetivando a melhora nas relações familiares e adequação de condutas; mobilizar os próprios familiares quanto ao aspecto emocional, permitindo qu e examinem atitudes relacionadas a recaídas; e propiciar meios de sensibilizar o dependente para a recuperação.
Atenciosamente,
EQUIPE UNIAD
2 Ter, 30 de Março de 2010 18:42
maria
me ajudem não sei se é crak ou maconha meu filho esta mudando muito
Prezada Maria:
Tanto o crack quanto a maconha podem produzir alterações comportamentais. Quem sabe você não inicia este processo com uma conversa acolhedora com vosso filho? Pergunte a ele de forma franca sobre o uso de drogas, de forma menos confrontativa e procure não emitir julgamentos, mas ofereça ajuda. Esta ajuda deve ser para ele e também para você. Ofereça a possibilidade de levá-lo a um psiquiatra ou algum serviço de tratamento ambulatorial para dependência química.
Atenciosamente
Alessandra Diehl
Psiquiatra UNIAD- SBC
1 Seg, 29 de Março de 2010 17:14
Andréia
Boa tarde pessoal,

Tenho um namorado usuário de crack, minha vida se tornou um inferno. Li tudo sobre a droga, e na verdade é realmente o que vcs disseram. Tento deixa-lo mas o amo muito, mas estou isolando minha vida por causa dele. E vejo que não mereço e nem quero isso pra mim. Obrigado
Prezada Andréia
É importante você ter reconhecido esta situação e como o uso de droga dele também afeta você. Nossa sugestão é você procurar ajuda para você também. Você já ouviu falar do MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) ou do CODA ( Codependentes Anônimos) ou ainda do AMOR EXIGENTE? Pois bem, estes grupos podem auxiliar você a encontrar a sua libertação emocional, sem evoluir para o isolamento e anulação própria por causa do outro. Vá conhecer! Permita-se ser feliz !
Boa Sorte
Alessandra Diehl
Psiquiatra UNIAD SBC

Adicione o seu comentário

Seu nome:
Comentário: